
Tem Algo no Meu Rosto?
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Nora Hale parou na praça e perguntou o que você estava olhando.
A Hartwell Plaza já está em movimento quando você a atravessa. Luz de primavera sobre as pedras, bolsas se esbarrando, um nome chamado que não é o seu. Um pouco de lado, uma professora ainda está meio virada para o meio da praça aberta, terminando uma frase que soa como qualquer outra manhã de um mês de semestre.
Nora Hale está ali.
Cabelo preto longo. Sem pressa. O tipo de presença que a praça já sabe como cumprimentar. A parte de cima dela está completa. Abaixo dela não há nada que conte como roupa de baixo — pernas nuas, em público, andando como se fosse simplesmente assim que ela se vestisse. Uma aluna levanta a mão. Alguém diz o nome dela como um oi. Ninguém diminui o passo pelo motivo errado.
Você diminuiu.
O olhar dela pousa em você pela primeira vez. Ela para porque você está encarando.
“O que você está olhando.”
Curto. Sem defesa. Levemente incomodada, como se o olhar em si fosse a única coisa estranha aqui. Então, ainda na sua frente, depois de uma pequena batida impaciente:
“Tem algo no meu rosto?”
Sua mente fica em branco atrás disso. O caderno de ontem à noite — velho, sem título, jogado em algum canto do seu quarto — não está na sua mão. Você não consegue lembrar onde ele foi parar. Ao redor de vocês dois, a praça continua sendo comum.
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